a propósito de 10 x lux
"Mas a sabedoria da pose não é apenas um exercício narcísico. Precisa de um espaço que a saiba acolher e de uma convivialidade que a saiba gratificar. Para a criação desse espaço «tratar-se-ia de construir uma nova ciência das instalações, sobre as ruínas da urbanística, da geografia urbana, da arquitectura e da planificação territorial, entendidas como disciplinas separadas» (Paolo Portoghesi, Depois da arquitectura moderna, ed.70, 1982, p.32). Definindo-se em oposição a uma arquitectura moderna, racionalista e funcionalista, tida por subordinada à lógica da eficácia económica, a coberto de pretensões cientistas e progressistas, uma nova perspectiva se afirma, por exemplo, em palavras como as do arquitecto norte-americano Robert Stern: «As nossas fachadas (...) funcionam como medianeiros entre o edifício enquanto construção 'real' e as ilusões e percepções necessárias para relacionar mais estreitamente os edifícios com os locais onde são construídos, as convicções e os sonhos dos arquitectos que os fizeram, os clientes que pagaram para isso e a civilização que permitiu que fossem construídos» (idem, 1982, p.101)" (Alexandre Melo, "Da pose com uma coluna de champanhe", in Alexandre Melo, Velocidades Contemporâneas)
Roubado ao Pedro que nunca me deixar citar o seu maravilhoso blog.
1 comentário:
Love you!
Pedro
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