29 janeiro 2009

i support harvey milk

Estava curioso. Desde que há anos vi o documentário The Times of Harvey Milk que me intriga a vida deste homem. O filme de Gus Van Sant cumpre em relatar a História. Não se perde em excessos poéticos visuais e contemplativos (salvo uma Tosca), indo direito à História daquele homem no tempo. Mostra os dois lados da luta - tinha de mostrar - e mostra, sobretudo, um homem que se entregou de tal maneira que acaba por deixar de lado a sua própria vida, a favor dos outros. Um pouco mais de respeito. E de humildade em descobrir quem foi Harvey Milk.

11 comentários:

Joaquim disse...

Não percebi... gostaste do filme?

André disse...

Pensei que tinha sido claro. Gostei, sim senhor.

gomson disse...

eu também gostei muito. Sean Penn está óptimo e Milk não peca nunca pelo exagero panfletário, muitas vezes criminoso no que toca a temáticas gay, principalmente as relacionadas com activismos. Não achas?
Olha onde arranjaste o crachá, pá? :)

Outro assunto: deixaram um comentário no meu blog num post do Morrissey a dizer que ele vem ao Festival das Marés em Gaia em Julho. sabes alguma coisa?

André disse...

É isso. O filme não é panfletário. É documental e de uma humanidade imensa.

O crachat foi na ante-estreia :)
Tenho um a mais que ia vender no ebay. Queres?

Vou investigar o Moz....

Bosco disse...

os comentarios feitos responderam as perguntas que estava por fazer:

1 se o autoretrato era seu (havia procurado no blog sua foto e nao a havia encontrado ate entao...)

2 aonde possivelmente poderias ter obtido o cracha do h milk

e que surpresa boa foi a de saber que o morrissey estara em portugal no verao! e bem provavel que esteja na franca, e quem sabe possa dar um pulo ate portugal para o show dele!

valeu!

ding ling disse...

acabei por cá ir e..... surpresa!!!!
oú est la moustache?
André enfin!!!!
la moustache?....
;-)
fica-Te tão bem...
Hug

poor guy fashion victim disse...

As alusões à ópera e sobretudo à ópera de S. Francisco encontram perfeitamente justificação, no simbolismo que a ópera de S.F. teve durante décadas. Numa certa sociedade de S.F. o ano era dividido em a abertura e o fecho da temporada.

Todas as mudanças sociais que aconteçeram na cidade a partir dos anos 60, igualmente sobre o público da ópera de S.F.se fizeram sentir.

Sem entrar em grandes investigações, apenas pela leitura de qualquer um das Tales of the City (Armistead Maupin) chega-se lá.

A ária da tosca é exagerada. Claro que é, mas não me parece que a encenação do Bob Wilson da Alceste alguma coisa tivesse a ver com a ópera de S.F.

André disse...

Eu disse que não fazia sentido?

E o que é que a seca do Alceste pelo Wilson tem a ver com a coisa?

Conheço o Armistead muito bem.

Pessoalmente, até.

poor guy fashion victim disse...

Carissimo,

Não me mande a sua lista de contactos pessoais aqui pelos comentários.

Quanto à Alceste pelo wilson (divinamente interpretada pela Anne Sophie Von Otter) foi apenas uma forma irónica de contrapor o que referiu relativamente à utilização de uma grotesca ária da tosca.

Um bom resto de dia ;)

André disse...

pgfv, só espero que a sua irreverência e militância sejam tão presentes fora das modas e designs quanto o são nos blogs.

Passe bem.

poor guy fashion victim disse...

Caríssimo,

Esta coisa do sistema comunicacional no meio virtual ainda se complexifica mais que nos canais em que iniciamos a nossa aprendizagem da comunicação.

Talvez tenha interpretado mal os meus comentários e talvez eu esteja a descodificar mal o conteúdo das suas respostas, quando percepciono nelas uma carga agressiva, só pelo facto de consigo me dar ao luxo de discordar em algumas coisas.

Se me dou ao trabalho de ler o seu blog e de vez em quando algum comentário fazer, é porque lhe reconheço alguma importância, neste panorama da blogayesfera portuguesa, em que se contam pelos dedos os blogs, que se assumem como gay. Está bem o seu é queer, termo que no meu código comunicacional, maior carga de responsabilidade tem relativamente ao termo gay.

Não o conheço pessoalmente, nem de si conheço nada mais, além do que escreve neste blog. Deduzo que seja actor, escritor, jornalista,… mas sinceramente, não conheço rigorosamente mais nada da sua pessoa, para além do que me é dado a conhecer através do seu blog. Por esta razão enquanto tal, nunca teci qualquer comentário acerca da sua pessoa, do que faz ou deixa de fazer, estando consciente da extrema injustiça que seria ler o todo pegando apenas numa ínfima das partes. Por esta razão os meus comentários incidiram precisamente naquilo que têm que incidir, no que aqui escreve. Se alguma vez assim não o interpretou, lamento e por isso peço as minhas sinceras desculpas.

Quanto aos actos concretos da minha militância, se já me custa ter que deles fazer prova em actos burocráticos de contabilização de horas no contexto próprio, com toda a certeza que não será consigo que o irei fazer.

Tenha um bom resto de dia