30 abril 2010

conselho

"The realm of possibility", de David Levithan
my name is batman and i need my donuts

29 abril 2010

mood

Sam Taylor-Wood, Crying Men

28 abril 2010

re-entering europa



as coisas que os norte-americanos andam a fazer no afeganistão...
uma pessoa vai ao teatro...





...e aparece nos blogs.

27 abril 2010

hollywood
O marco que é esta coisa absolutamente fora de série naquela cidade esteve prestes a desparecer e a ser convertido num hotel. Graças a uma doação de última hora do patrão da Playboy - Hugh Hefner - o letreiro foi salvo e vai ser recuperado. Obrigado, Hugh.





annie no rivoli e no meu coração
agora fugia para aqui
sem título
restaurada
love/hate
mood

Tracey Emin. My Heart is With You / And I Love You / Always Always Always, 2006.

25 abril 2010

GERAÇÃO DISCO de ANDRÉ MURRAÇAS
Revista Parq, n. 19, Abril 2010

The Last Days of Disco é um filme incluído numa trilogia da autoria de Whit Stillman de onde ainda fazem parte Metropolitan (1990) e Barcelona (1994). O foco está sobre os jovens norte-americanos, relativamente abonados e com os sonhos de qualquer futuro advogado, em idade pré-adulta e cheio de ambições profissionais e familiares. Serão apenas filmes que os que foram jovens nos anos 80 estimam nos anos 90? Ou algo que pode ser visto nos dias de hoje pelo flair que nunca desfrutámos? Talvez isto tudo misturado com algo mais. Good times, sem dúvida.


No site da The Criterion Collection (www.criterion.com) – os amantes de cinema para ver em casa podem perder-se numa amazónia de DVDs em edições de luxo, com cópias restauradas, comentadas e recheadas de extras. Há Polanski, Fellini, Ray, Jarmusch, Godard e muitos outros. Por entre tanta coisa boa destaque-se, sem desprimor para os restantes, o filme The Last Days of Disco, escrito e realizado por Whit Stillman. O filme é de 1998 e mostra-nos a vida diurna e nocturna numa Manhattan em começo dos anos 80. A sua edição pela Criterion há uns meses foi motivo para redescobrir esta pérola e aumentar todo o hype à sua volta. O MOMA de Nova Iorque costuma projectar o filme e tem uma cópia honrosamente guardada no seu acervo. Há grupos de fãs na internet e festas anuais exaltando esta sátira passada no início de uma década e no fim de uma era. Porquê?


Confessions on a Dance Floor

No caso de The Last Days of Disco há muito por onde nos apegarmos. A história gira em torno de Alice e Charlotte, interpretadas por Chloë Sevigny e Kate Beckinsale (dois excelentes motivos para falar no filme!). São o oposto uma da outra e estão empregadas numa reconhecida editora, ambicionando o topo. Ainda contam com a ajuda da família mas não se pode dizer que estão mal para quem está a começar. Frequentam um muito célebre club (é arriscado traduzir para discoteca). No filme, esse local não tem nome mas trata-se de uma suposta referência ao Studio 54. Por ali há todo um grupo composto por yuppie scum, fashionistas, drag queens, rapazolas musculados sem t-shirt e divas esquecidas, dançando os últimos dias do disco, no meio de bolas de espelho e chuva de confettis dourados. Nesta babilónia mista, Alice e Charlotte dão-se com Des – o engatatão e gerente da do sítio, que finge ser gay quando se quer ver livre das namoradas, e Jimmy, um novato publicitário, muito mal recebido naquele meio. Há também Josh, um homem das leis que vai acusar o recinto de tráfico de droga e lavagem de dinheiro. São personagens com vidas insatisfatórias e preocupadas, apresentadas com seriedade e até alguma ternura. Poderíamos achar que fazem jus ao ambiente onde as vemos. Que reina alguma superficialidade e desdém. E até é quase verdade. Mas bem vistas as coisas estamos mais perto da ideia de comédia de maneiras à inglesa do que de um exercício documental sobre o fim desse tipo de música e desses locais. Aqui há homens e mulheres a tentarem perceber o que é isso da atracção, do amor, das ascensões sociais e profissionais. São jovens e aspiram a boas vidas. E espertos o suficiente para misturar nas suas conversas temas como o escritor J. D. Salinger, a política de então, a busca pela definição de virgindade, a existência ou não de yuppies, o nazismo como metáfora de ser expulso de um club, ou como o filme da Disney, A Dama e o Vagabundo, foi feito para induzir secretamente às crianças a ideia de casamento. Eles no fundo sabem do que falam. E falam muito bem em dinâmicos e inteligentes diálogos. São elas, estas personagens, quem realmente dança. O disco existe como música e ambiente. Mas são as inquietações destes rapazes e raparigas que cantam mais alto, indo do mais desligado ao mais afincado, emocional e profissionalmente. Nova Iorque é difícil. A vida, com ou sem música, é difícil. Eles têm consciência disso. Percebem que a sua juventude, talvez como o disco, é uma passagem para outra coisa. Que esse esplendor e brilho acabarão mais cedo ou mais tarde por se transformar em algo diferente.

Disco Sucks?

Mas então não há disco? Claro que há. Pelo menos um terço do filme é passado no tal sítio sem nome, forrado a veludo vermelho, cheio de colunas barrocas e repleto de ávidas criaturas da noite. Escuta-se e dança-se Alicia Bridges, Diana Ross, Chic, Eveyln "Champagne" King, Sister Sledge, Harold Melvin & the Blue Notes, Carol Douglas, Michael Zager Band e Amy Stewart. Diz-se com humor que os EUA eram uma wasteland antes do disco. Recorda-se o Disco Demolition Night, um evento que ocorreu em 1979, durante o intervalo de um jogo e onde foram queimados uma série de vinis em protesto contra o género musical em voga. Aquela música, aquela moda, aquele estilo de vida está lá, do ponto de vista daquelas personagens. E elas, sobretudo Alice e Charlotte, dançam e procuram quem também saiba dançar. Há uma fruição do tempo, do espaço e do som. Elas saboreiam-na até num quarto de hotel quando são seduzidas ao som das canções de então – é a famosa cena em que Alice e Tom dançam com uma sensualidade única. Ou mesmo o Love Train que se ouve e se dança dentro da carruagem do metro no final do filme. E é o disco que todos eles honram mesmo quando dão por si subitamente desempregados. Diz uma das personagens: Disco will never be over. It will always live in our minds and hearts. Something like this, that was this big, and this important, and this great, will never die. Oh, for a few years - maybe many years - it'll be considered passé and ridiculous. It will be misrepresented and caricatured and sneered at, or - worse - completely ignored. People will laugh about John Travolta, Olivia Newton-John, white polyester suits and platform shoes and people going like this. But we had nothing to do with those things and still loved disco. Those who didn't understand will never understand: disco was much more, and much better, than all that. Disco was too great, and too much fun, to be gone forever! It's got to come back someday. I just hope it will be in our own lifetimes.

Quem diria que o disco daria para falar de tanta coisa...

so glee says


Kurt: Mercedes is black, I'm gay. We make culture.
sagat + honoré


Imagens do próximo filme do Christophe Honoré com.... François Sagat e Chiara Mastroianni. E ainda não vimos o LA Zombie...
(imagens: obrigado, Vasco)

24 abril 2010

mood
pappi betty knows best

23 abril 2010

daqui a pouco...
há algum tempo assombrado por isto

book sculptures by Alexander Korzer-Robinson



22 abril 2010

how cute was this?

Glee is the new Madonna.

20 abril 2010

kate does joan
Vem aí o remake de Mildred Pierce, talvez um dos melhores filmes da grande Joan Crawford.


Assim de repente, talvez falte a Kate o ar de matrona de peles, mas aver vamos...
eyjafjallajökull
Greta Garbo (1925, photo by Arnold Genthe)

“I asked Garbo if she and [Gloria] Swanson had been friends.

‘Yes. When we both lived in Hollywood, I used to know Miss Swanson. But it has been years since I talked to her. Three years ago, though, she wrote me a letter. It said, ‘Dear G., we both live in New York, near each other, we are both alone, we have similar lives. Why don’t we have dinner sometime? Please come over and have dinner with me.’

‘Did you?’ I asked.

‘No. I didn’t even answer her letter.’

‘Why?’

She paused and thought deeply. A hint of sadness crossed her face. Her answer to my simple question spoke volumes about Greta Garbo. ‘There was no one to make me.’”

-excerpted from William Frye’s Vanity Fair profile The Garbo Next Door

18 abril 2010

mood
próxima festa

The Skin Tight party — in which the costumes range from the familiar (like Spider-Man) to ones that only a comics geek would recognize (like the 1993 version of Superboy) — is one way that gay, lesbian, bisexual and transgender comic book fans are expressing themselves today. They are coming out, loud and proud, in blogs, peer groups, Web comics and more, simultaneously pronouncing their sexual identity and their devotion to comic books. But it wasn’t that long ago that the environment was less than welcoming for those who wanted to make the two seemingly disparate worlds one.
Tudo aqui.
ugly betty is dead. say hello to betty

17 abril 2010

garbo´s double feature on tv

Greta Garbo in Ninotchka (1939)

Greta Garbo’s famous hat in the film was made by her regular costumier Adrian, but Garbo designed a sketch for it herself.

Ninotchka: What’s that?
Leon: It’s a hat, comrade. A woman’s hat.
Ninotchka: How can such a civilization survive… which permits their women to put things like that on their heads?
more wilde

Allan Aynesworth as Algernon Moncrieff and George Alexander as John Worthing from the original production of The Importance of Being Earnest in 1895.
lema
marlon
wilde
"Carson—A perverted novel might be a good book?
Wilde—I don’t know what you mean by a “perverted” novel.
C—Then I will suggest Dorian Gray as open to the interpretation of being such a novel?
W—That could only be to brutes and illiterates. The views of Philistines on art are incalculably stupid.
C—An illiterate person reading Dorian Gray might consider it such a novel?
W—The views of illiterates on art are unaccountable. I am concerned only with my view of art. I don’t care twopence what other people think of it."

Wilde being cross-examined by Edward Carson during his libel trial.
Carson actually read aloud large portions of The Picture of Dorian Gray during this cross-examination to support charges brought against Oscar Wilde as someone engaged in “indecent behavior” (a euphemism at the time for homosexuality).
visto

16 abril 2010

cannes line-up 2010

Another Year, d. Mike Leigh, UK, w. Jim Broadbent, Imelda Staunton
Biutiful, d. Alejandro González Iñárritu, USA, w. Javier Bardem, Blanca Portillo
Burnt by the Sun 2, d. Nikita Mikhalkov, Russia
Copie conforme [Certified Copy], d. Abbas Kiarostami, Iran/France/Italy, w. Juliette Binoche
Des hommes et des dieux [Of Gods and Men], d. Xavier Beauvois (Le petit lieutenant), France, w. Lambert Wilson, Michael Lonsdale, Roschdy Zem
Fair Game, d. Doug Liman, USA, w. Naomi Watts, Sean Penn
Hors-la-loi [Outside the Law] d. Rachid Bouchareb (Days of Glory), France/Algeria/Belgium, w. Jamel Debbouze, Roschy Zem, Sami Bouajila
Housemaid, d. Im Sang-soo (The President's Last Bang), South Korea
La nostra vita, d. Daniele Luchetti (My Brother Is an Only Child), Italy, w. Raoul Bova, Elio Germano, Riccardo Scamarcio
Outrage, d. Takeshi Kitano, Japan, w. Kitano, Jun Kunimura
Poetry, d. Lee Chang-dong (Oasis), South Korea
La princesse de Montpensier, d. Bertrand Tavernier, France/Germany, w. Gaspard Ulliel, Lambert Wilson
Tournée, d. Mathieu Amalric, France, w. Amalric, Damien Odoul
Un homme qui crie [A Screaming Man], d. Mahamat-Saleh Haroun (Abouna), Chad
Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives, d. Apichatpong Weerasethakul, Thailand
You. My Joy, d. Sergei Loznitsa (Revue), Ukraine

Un Certain Regard
Les amours imaginaires [Heartbeats], d. Xavier Dolan, Canada, w. Dolan
Aurora, d. Cristi Puiu (The Death of Mr. Lăzărescu), Romania, w. Puiu
Blue Valentine, d. Derek Cianfrance, USA, w. Ryan Gosling, Michelle Williams
Chatroom, d. Hideo Nakata (Dark Water), UK
Chongqing Blues, d. Wang Xiaoshuai (Beijing Bicycle), China
O Estranho Caso de Angélica [The Strange Case of Angelica], d. Manoel de Oliveira, Portugal
Film socialisme, d. Jean-Luc Godard, Switzerland/France, w. Patti Smith
Life Above All, d. Oliver Schmitz (Paris je t'aime)
Los labios, d. Ivan Fund, Santiago Loza, Argentina
Ha Ha Ha, d. Hong Sang-soo, South Korea
Marţi, după Crăciun [Tuesday, After Christmas], d. Radu Muntean (Boogie), Romania, w. Dragos Bucur
Octubre, d. Daniel Vega
Pál Andrienn [Adrienn Pál], d. Ágnes Kocsis (Fresh Air), Hungary/Netherlands/France/Austria, w. Éva Gábor
R U There, d. David Verbeek (Shanghai Trance), Taiwan
Rebecca H. (Return to the Dogs), d. Lodge Kerrigan, USA
Simon Werner a disparu..., d. Fabrice Gobert
Udaan, d. Vikramaditya Motwane, India
Unter dir die Stadt [The City Below], d. Christoph Hochhäusler (I Am Guilty), Germany

Out of Competition
Tamara Drewe, d. Stephen Frears, UK
Wall Street: Money Never Sleeps, d. Oliver Stone, USA, w. Michael Douglas, Shia LaBoeuf, Carey Mulligan, Josh Brolin, Charlie Sheen, Susan Sarandon, Frank Langella, Vanessa Ferlito
You Will Meet a Tall Dark Stranger, d. Woody Allen, USA/Spain, w. Naomi Watts, Josh Brolin, Antonio Banderas, Anthony Hopkins

Midnight
L'autre monde [Blackhole], d. Gilles Marchand (Who Killed Bambi?), France, w. Grégoire Leprince-Ringuet, Melvil Poupaud
Kaboom, d. Gregg Araki, USA/France, w. James Duval, Roxane Mesquida, Kelly Lynch

Special Screenings
Abel, d. Diego Luna, Mexico
Chantrapas, d. Otar Iosseliani
Draquila - l'italia che trema, d. Sabina Guzzanti, Italy
Inside Job, d. Charles Ferguson
Nostalgia de la luz [Nostalgia for the Light], d. Patricio Guzmán, France
Over Your Cities Grass Will Grow, d. Sophie Fiennes (The Pervert's Guide to Cinema), Netherlands