everybody loves an oscar
Cá está a lista principal da nomeações. O Brokeback Mountain tem 8. Temos também a agradável supresa do filme Crash a juntar-se à noite - eu até diria que é um adversário em muitas categorias. Sem surpresas: os cowboys, Capote e Transamerica. Grandes surpresas: Jake nos secundários, Munique para aconchegar, Terrence Howard, a categoria de canção reduzida a três nomeados, as damas que se vão debater muito e a categoria de argumento - quer original, quer adaptado, brilhante. Dia 5 de Março, a ver vamos. Apostas para breve. Lista completa aqui.
31 janeiro 2006
28 janeiro 2006
jack e ennis e oprah

Já se esperava a presença do elenco de "Brokeback Mountain" na Oprah. Ela anda entusiasmada com o filme e a dupla de cowboys falou das cenas, do tema, estereótipos, homofobia e tentaram perceber porque toca tanto no coração das pessoas. Notem nas reações que Jake Gyllenhall recebeu do público.

Podem ver o clip desta conversa engraçada (mas sempre séria) e pontuada pela curiosidade de Oprah num clip alojado: AQUI.

Já se esperava a presença do elenco de "Brokeback Mountain" na Oprah. Ela anda entusiasmada com o filme e a dupla de cowboys falou das cenas, do tema, estereótipos, homofobia e tentaram perceber porque toca tanto no coração das pessoas. Notem nas reações que Jake Gyllenhall recebeu do público.

Podem ver o clip desta conversa engraçada (mas sempre séria) e pontuada pela curiosidade de Oprah num clip alojado: AQUI.
tá a dançar
Mais logo, no Porto, mais precisamente no Passos Manuel, o coisas que fascinam dá-vos música. É bom, apareçam.
Mais logo, no Porto, mais precisamente no Passos Manuel, o coisas que fascinam dá-vos música. É bom, apareçam.
24 janeiro 2006
pray for summer

Could it be?
A ser verdade, a nossa senhora vai vestir os maillots durante o verão.
Mas podem ser só rumores...

Could it be?
A ser verdade, a nossa senhora vai vestir os maillots durante o verão.
Mas podem ser só rumores...
rock´n´roll

Os Fischerspooner estiveram em Itália na festa da Calvin Klein durante a Pitti Immagine Uomo Fashion Fair, um encontro paralelo às modas de Milão e onde é possível ver por exemplo os trabalhos de Martin Margiela. Numa mistura de Goldoni com opera rock, Casey e sus muchachas deram show.

Os Fischerspooner estiveram em Itália na festa da Calvin Klein durante a Pitti Immagine Uomo Fashion Fair, um encontro paralelo às modas de Milão e onde é possível ver por exemplo os trabalhos de Martin Margiela. Numa mistura de Goldoni com opera rock, Casey e sus muchachas deram show.
bush ainda não viu
O more all of me inaugura o alojamento de vídeo nos blogs com a reacção de Bush numa conferência, quando lhe perguntaram se já tinha visto "Brokeback Mountain".
Question: You're a rancher. A lot of us here in Kansas are ranchers. I just wanted to get your opinion on Brokeback Mountain and if you had seen it yet... You would love it. You should check it out.
Bush: I hadn't seen it. I would be glad to talk about ranchin' but I haven't seen the movie... I've heard about it... I hope you go.. you know.. heh, heh.. I hope you go back to the ranch and the farm is what I was going to say... I hadn't seen it.
Irresistível o seu: "I´ve heard about it..."
É só clicar na imagem e o vídeo abre.
O more all of me inaugura o alojamento de vídeo nos blogs com a reacção de Bush numa conferência, quando lhe perguntaram se já tinha visto "Brokeback Mountain".
Question: You're a rancher. A lot of us here in Kansas are ranchers. I just wanted to get your opinion on Brokeback Mountain and if you had seen it yet... You would love it. You should check it out.
Bush: I hadn't seen it. I would be glad to talk about ranchin' but I haven't seen the movie... I've heard about it... I hope you go.. you know.. heh, heh.. I hope you go back to the ranch and the farm is what I was going to say... I hadn't seen it.
Irresistível o seu: "I´ve heard about it..."
É só clicar na imagem e o vídeo abre.
23 janeiro 2006
coisas que fascinam

Ele está de volta. (Não, não é o Morrissey que está de volta.)
Depois do seu Máiore estar morto há séculos, o meu flesh regressa em grande, sugerindo COISAS QUE FASCINAM.
Acho que muitas delas nos fascinarão também a nós.
Ide espreitar.
Altamente recomendado.
p.s. - como cada um tem a sua fascinação, a foto que escolhi para ilustrar o post será uma das que mais fascina o autor.

Ele está de volta. (Não, não é o Morrissey que está de volta.)
Depois do seu Máiore estar morto há séculos, o meu flesh regressa em grande, sugerindo COISAS QUE FASCINAM.
Acho que muitas delas nos fascinarão também a nós.
Ide espreitar.
Altamente recomendado.
p.s. - como cada um tem a sua fascinação, a foto que escolhi para ilustrar o post será uma das que mais fascina o autor.
21 janeiro 2006
everybody is beautiful

John Galliano é um dos mais criativos nomes da moda. É isso mesmo. Criativo. Imaginativo. Diferente. Em cada colecção entramos num universo onde se misturam múltiplas referências do criador. E cada apresentação é sempre um espectáculo. (Para além das suas criações serem extremamente bonitas, elegantes e com um uso do corte em viés de cair para o lado. Os vestidos são todos tratados como se fossem um quadro, "bem cortados" e bordados cuidadosamente.)
A última colecção tem como título "Everybody is Beautiful". Galliano juntou modelos com real people, desconhecidos com conhecidos (condensas, a actriz Marianne Borgoe ou até o grande Quentin Crisp ), velhos com novos, gordos com magros, anões com gigantes, num ambiente onde o tango argentino, o cinema, o circo, o desporto, o Oriente e os antigos freaks que corriam as cidades nas feiras se encontram. O resultado está à vista. Reparem como a diferença de idades, tamanhos, géneros e culturas conseguem ganhar tanto charme.
Simplesmente amorosa.

As fotos da colecção e detalhes aqui.
Para ver também, um vídeo-reportagemcom os bastidores e praticamente o desfile completo.

John Galliano é um dos mais criativos nomes da moda. É isso mesmo. Criativo. Imaginativo. Diferente. Em cada colecção entramos num universo onde se misturam múltiplas referências do criador. E cada apresentação é sempre um espectáculo. (Para além das suas criações serem extremamente bonitas, elegantes e com um uso do corte em viés de cair para o lado. Os vestidos são todos tratados como se fossem um quadro, "bem cortados" e bordados cuidadosamente.)
A última colecção tem como título "Everybody is Beautiful". Galliano juntou modelos com real people, desconhecidos com conhecidos (condensas, a actriz Marianne Borgoe ou até o grande Quentin Crisp ), velhos com novos, gordos com magros, anões com gigantes, num ambiente onde o tango argentino, o cinema, o circo, o desporto, o Oriente e os antigos freaks que corriam as cidades nas feiras se encontram. O resultado está à vista. Reparem como a diferença de idades, tamanhos, géneros e culturas conseguem ganhar tanto charme.
Simplesmente amorosa.

As fotos da colecção e detalhes aqui.
Para ver também, um vídeo-reportagemcom os bastidores e praticamente o desfile completo.
capri, setembro 2005
Nas minhas mini-férias italianas, eu em Capri, com a Susana e a Rita, fora da zona das lojas de couture e junto ao L'Arco Naturale, a uma altura incrível, perdido no meio da vegetação, com vista para o mar - de um azul como nunca vi. Só por isso valeu o passeio.
Nas minhas mini-férias italianas, eu em Capri, com a Susana e a Rita, fora da zona das lojas de couture e junto ao L'Arco Naturale, a uma altura incrível, perdido no meio da vegetação, com vista para o mar - de um azul como nunca vi. Só por isso valeu o passeio.
where´s the d&g party?
A rapaziada Dolce & Gabanna fez um after-party depois das apresentações das suas colecções em Milão. Tentem lá adivinhar onde é que eles se foram inspirar para o tema da festarola.

Já agora: para os meus anos pode ser esta t-shirt, oh faxavorí!
A rapaziada Dolce & Gabanna fez um after-party depois das apresentações das suas colecções em Milão. Tentem lá adivinhar onde é que eles se foram inspirar para o tema da festarola.

Já agora: para os meus anos pode ser esta t-shirt, oh faxavorí!
20 janeiro 2006
where the truth lies

Estreia esta semana o novo filme de Atom Egoyan, "Where the Truth Lies". Gosto deste realizador/argumentista, pela maneira como conta as histórias nos seus filmes (Exotica/Ararat/Felicia's Journey), usando elipses temporais e misturando diferentes personagens e narrativas.
Este novo é passado nos anos 50, mete crimes e menáges.
Trailer: AQUI.
Ainda recomendado:
Match Point
Saw 2
Caché

Estreia esta semana o novo filme de Atom Egoyan, "Where the Truth Lies". Gosto deste realizador/argumentista, pela maneira como conta as histórias nos seus filmes (Exotica/Ararat/Felicia's Journey), usando elipses temporais e misturando diferentes personagens e narrativas.
Este novo é passado nos anos 50, mete crimes e menáges.
Trailer: AQUI.
Ainda recomendado:
Match Point
Saw 2
Caché
19 janeiro 2006
honda civic

Sem dúvida um dos melhores anúncios que vi este ano. Se querem saber como soa um carro, eles dizem-vos...
É que é mesmo bom.
Para ver: AQUI.
(Sejam pacientes, deixem a janela abrir e descarregar o filminho todo.)
PARA OUVIR BEM ALTO!!!

Sem dúvida um dos melhores anúncios que vi este ano. Se querem saber como soa um carro, eles dizem-vos...
É que é mesmo bom.
Para ver: AQUI.
(Sejam pacientes, deixem a janela abrir e descarregar o filminho todo.)
PARA OUVIR BEM ALTO!!!
há fans e fans...

Via Farpas & Bitaites, aqui fica um link com o que parece ser tudo o que existe online sobre o o filme.
Beware, Towleroad!

Via Farpas & Bitaites, aqui fica um link com o que parece ser tudo o que existe online sobre o o filme.
Beware, Towleroad!
18 janeiro 2006
17 janeiro 2006
home note 9
Primeira vez doentinho na casa nova.
Torradinhas, arrozinho, bolachas e uma carrada de anti-bióticos.
Mesmo assim aqui fica uma selecção de links:
- Jake Gyllenhaal não esteve nos Globes porque passou a noite num verdadeiro bar para gay-cowboys, numa pausa das filmagens do próximo filme.
- Gay for pay guys - se estiverem para aí virados.
- "A Metamorfose" de Kafka num site original.

- A série "Rome" estreia na 2, finalmente, dia 30 de Janeiro.

- Em Milão desfilam as últimas modas e no show dos DSquared, com Brittany Murphy as special guest, o tema foram os príncipes que cortejam princesas e chegam montados num cavalo. Príncipes aqui, e também aqui. (Via Just Jared)
Primeira vez doentinho na casa nova.
Torradinhas, arrozinho, bolachas e uma carrada de anti-bióticos.
Mesmo assim aqui fica uma selecção de links:
- Jake Gyllenhaal não esteve nos Globes porque passou a noite num verdadeiro bar para gay-cowboys, numa pausa das filmagens do próximo filme.
- Gay for pay guys - se estiverem para aí virados.
- "A Metamorfose" de Kafka num site original.

- A série "Rome" estreia na 2, finalmente, dia 30 de Janeiro.

- Em Milão desfilam as últimas modas e no show dos DSquared, com Brittany Murphy as special guest, o tema foram os príncipes que cortejam princesas e chegam montados num cavalo. Príncipes aqui, e também aqui. (Via Just Jared)
"HOMOS AND TRANNIES AND QUEENS, OH MY!"

Antes de mais, e porque o blog é meu, deixem-me gritar: HEEEEEEEEAAAAHHH!
Os nossos estimados cowboys brilharam na noite dos Gloden Globes. O Seymour leva também um reconhecimento pelo seu Capote e a maravilhosa (trust me, já a vi) Felicity Huffman ganhou também pelo seu transsexual e nos agradecimentos disse, não posso deixar de citar: "I know as actors our job is usually to shade our skins, but I think these people their job is to become who they really are. I'd like to salute the men and women who brave ostracism, allienation and a life lived on the margins, to become who they really are.".
Aqui fica a lista principal (e no final do post têm uma surpresa):
BEST MOTION PICTURE - DRAMA
*BROKEBACK MOUNTAIN
BEST DIRECTOR - MOTION PICTURE
*ANG LEE - BROKEBACK MOUNTAIN
BEST SCREENPLAY - MOTION PICTURE
*LARRY McMURTRY & DIANA OSSANA - BROKEBACK MOUNTAIN
BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A MOTION PICTURE - DRAMA
*FELICITY HUFFMAN - TRANSAMERICA
BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A MOTION PICTURE - DRAMA
*PHILIP SEYMOUR HOFFMAN - CAPOTE
BEST MOTION PICTURE - MUSICAL OR COMEDY
*WALK THE LINE
BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A MOTION PICTURE - MUSICAL OR COMEDY
*REESE WITHERSPOON - WALK THE LINE
BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A MOTION PICTURE - MUSICAL OR COMEDY
*JOAQUIN PHOENIX - WALK THE LINE
BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A SUPPORTING ROLE IN A MOTION PICTURE
*RACHEL WEISZ - THE CONSTANT GARDENER
BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A SUPPORTING ROLE IN A MOTION PICTURE
*GEORGE CLOONEY - SYRIANA
BEST ORIGINAL SONG - MOTION PICTURE
*"A LOVE THAT WILL NEVER GROW OLD" - BROKEBACK MOUNTAIN
Music by: Gustavo Santaolalla; Lyrics by: Bernie Taupin
BEST TELEVISION SERIES - DRAMA
*LOST (ABC)
BEST TELEVISION SERIES - MUSICAL OR COMEDY
*DESPERATE HOUSEWIVES (ABC)
:::A surpresa:::
Aqui ficam os links para alguns shots da chegadas dos artistas ao red carpet. Yes, ladies, bora lá ver os vestidos:
Sarah Jessica Parker; Scarlett Johanson; Nicolleete Sheridan; Marcia Cross; Felicity Huffman; Eva Longoria; Charlize Theron e o casal Heath Ledger e Michelle Williams, casados também na vida real.
Mais AQUI.

Antes de mais, e porque o blog é meu, deixem-me gritar: HEEEEEEEEAAAAHHH!
Os nossos estimados cowboys brilharam na noite dos Gloden Globes. O Seymour leva também um reconhecimento pelo seu Capote e a maravilhosa (trust me, já a vi) Felicity Huffman ganhou também pelo seu transsexual e nos agradecimentos disse, não posso deixar de citar: "I know as actors our job is usually to shade our skins, but I think these people their job is to become who they really are. I'd like to salute the men and women who brave ostracism, allienation and a life lived on the margins, to become who they really are.".
Aqui fica a lista principal (e no final do post têm uma surpresa):
BEST MOTION PICTURE - DRAMA
*BROKEBACK MOUNTAIN
BEST DIRECTOR - MOTION PICTURE
*ANG LEE - BROKEBACK MOUNTAIN
BEST SCREENPLAY - MOTION PICTURE
*LARRY McMURTRY & DIANA OSSANA - BROKEBACK MOUNTAIN
BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A MOTION PICTURE - DRAMA
*FELICITY HUFFMAN - TRANSAMERICA
BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A MOTION PICTURE - DRAMA
*PHILIP SEYMOUR HOFFMAN - CAPOTE
BEST MOTION PICTURE - MUSICAL OR COMEDY
*WALK THE LINE
BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A MOTION PICTURE - MUSICAL OR COMEDY
*REESE WITHERSPOON - WALK THE LINE
BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A MOTION PICTURE - MUSICAL OR COMEDY
*JOAQUIN PHOENIX - WALK THE LINE
BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A SUPPORTING ROLE IN A MOTION PICTURE
*RACHEL WEISZ - THE CONSTANT GARDENER
BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A SUPPORTING ROLE IN A MOTION PICTURE
*GEORGE CLOONEY - SYRIANA
BEST ORIGINAL SONG - MOTION PICTURE
*"A LOVE THAT WILL NEVER GROW OLD" - BROKEBACK MOUNTAIN
Music by: Gustavo Santaolalla; Lyrics by: Bernie Taupin
BEST TELEVISION SERIES - DRAMA
*LOST (ABC)
BEST TELEVISION SERIES - MUSICAL OR COMEDY
*DESPERATE HOUSEWIVES (ABC)
:::A surpresa:::
Aqui ficam os links para alguns shots da chegadas dos artistas ao red carpet. Yes, ladies, bora lá ver os vestidos:
Sarah Jessica Parker; Scarlett Johanson; Nicolleete Sheridan; Marcia Cross; Felicity Huffman; Eva Longoria; Charlize Theron e o casal Heath Ledger e Michelle Williams, casados também na vida real.
Mais AQUI.
16 janeiro 2006
golden globes preview
O Farpas & Bitaites tem uma previsão para os Golden Globes de mais logo. Escusado será dizer qual o meu preferido. Espreitem.
O Farpas & Bitaites tem uma previsão para os Golden Globes de mais logo. Escusado será dizer qual o meu preferido. Espreitem.
informação útil - para MAC´s
A Microsoft cancelou o suporte pra o Windows Media Player pra Mac. Ou
seja, no more WMP pra macs. Porquê isso é uma boa notícia? pq ela deu
o dinheiro pra uma outra empresa dar de graça um prg que substitui
muito bem o WMP. hehehe. Chama-se Filp4Mac e instala todos os codecs
do WMP dentro do Quicktime. E, pasmem, funciona! Ao contrário do
WMP : ) Dá até pra ir frame a frame, fast foward etc.
download:
http://www.flip4mac.com/wmv_download.htm
A Microsoft cancelou o suporte pra o Windows Media Player pra Mac. Ou
seja, no more WMP pra macs. Porquê isso é uma boa notícia? pq ela deu
o dinheiro pra uma outra empresa dar de graça um prg que substitui
muito bem o WMP. hehehe. Chama-se Filp4Mac e instala todos os codecs
do WMP dentro do Quicktime. E, pasmem, funciona! Ao contrário do
WMP : ) Dá até pra ir frame a frame, fast foward etc.
download:
http://www.flip4mac.com/wmv_download.htm
15 janeiro 2006
shelley winters is dead, and it wasn´t monty...

A actriz Shelley Winters faleceu hoje. Apesar de não ser grande fã da senhora, ela entrava naquele que será talvez o meu filme preferido com o Montgomery Clift, o: A Place in the Sun. No filme, um rapaz (Monty) vindo do nada tenta subir na vida. Trabalha numa fábrica conhece uma rapariga simplória (Shelley), e apaixona-se pela bela Angela (Elizabeth Taylor, "a menina do vestido branco" - segundo a minha avó, a recordação que ela mais guarda do filme). Há uma cena em que Monty leva Shelley a passear de barco. Shelley está grávida e o barco vira-se. Ela afoga-se. Nunca se percebe se foi pensado para o rapaz ficar livre de Shelley... Mas no final, também não é com a menina do vestido branco que ele fica.
Por falar em cinema, amanhã há Golden Globes!

A actriz Shelley Winters faleceu hoje. Apesar de não ser grande fã da senhora, ela entrava naquele que será talvez o meu filme preferido com o Montgomery Clift, o: A Place in the Sun. No filme, um rapaz (Monty) vindo do nada tenta subir na vida. Trabalha numa fábrica conhece uma rapariga simplória (Shelley), e apaixona-se pela bela Angela (Elizabeth Taylor, "a menina do vestido branco" - segundo a minha avó, a recordação que ela mais guarda do filme). Há uma cena em que Monty leva Shelley a passear de barco. Shelley está grávida e o barco vira-se. Ela afoga-se. Nunca se percebe se foi pensado para o rapaz ficar livre de Shelley... Mas no final, também não é com a menina do vestido branco que ele fica.
Por falar em cinema, amanhã há Golden Globes!
14 janeiro 2006
13 janeiro 2006
nude girls!!!

O novo filme de Stephen Frears chama-se “Mrs Henderson Presents” e fala-nos de uma velha senhora dos teatros que decide animar o West End londrino pondo em cena um espectáculo com raparigas nuas, no seu Windmill Theatre. O filme baseia-se num facto importante da história do musical-vaudeville: Mrs Laura Henderson introduziu em Londres um novo conceito de espectáculo chamado “'Revuedeville”, importado de Paris, que consistia num musical com 18 números, entre os quais um com nude girls!!!

E onde apareceria a famosa dança dos leques. Um escândalo para a época. É aqui e nalguns casos norte-americanos que a nossa Dita Von Teese se inspirou para os seus actuais shows onde recupera o burlesco. Se bem que ela prefere a graciocisade em vez da rudez destas nude girls. (Uma nota curiosa, durante o Blitz, o Windmill Theatre foi dos poucos teatros que não fechou.)
O filme promete. Tem Judi Dench - que tanto gosto; tem vaudeville - que devo ter feito noutra encarnação e tem Londres nos anos 30 - onde gostava de ter vivido. Estreia dia 9 de Fevereiro, o mesmo dia em que estreia aquele outro filme.
Depois faço post sobre “Mrs Henderson Presents”, onde há muitos colotes e botas de aço à espera enquanto os fischerboys entram pelos camarins a dentro.

O novo filme de Stephen Frears chama-se “Mrs Henderson Presents” e fala-nos de uma velha senhora dos teatros que decide animar o West End londrino pondo em cena um espectáculo com raparigas nuas, no seu Windmill Theatre. O filme baseia-se num facto importante da história do musical-vaudeville: Mrs Laura Henderson introduziu em Londres um novo conceito de espectáculo chamado “'Revuedeville”, importado de Paris, que consistia num musical com 18 números, entre os quais um com nude girls!!!

E onde apareceria a famosa dança dos leques. Um escândalo para a época. É aqui e nalguns casos norte-americanos que a nossa Dita Von Teese se inspirou para os seus actuais shows onde recupera o burlesco. Se bem que ela prefere a graciocisade em vez da rudez destas nude girls. (Uma nota curiosa, durante o Blitz, o Windmill Theatre foi dos poucos teatros que não fechou.)
O filme promete. Tem Judi Dench - que tanto gosto; tem vaudeville - que devo ter feito noutra encarnação e tem Londres nos anos 30 - onde gostava de ter vivido. Estreia dia 9 de Fevereiro, o mesmo dia em que estreia aquele outro filme.
Depois faço post sobre “Mrs Henderson Presents”, onde há muitos colotes e botas de aço à espera enquanto os fischerboys entram pelos camarins a dentro.
12 janeiro 2006
odete seduz crítica francesa
Ao que parece, a "exigente crítica" francesa está a gostar do "Odete".
Pode ler-se num texto-entrevista ao "esteta" no Libération".: "Odete résonne à un moment d'une reprise de la chanson Both Sides Now de Joni Mitchell où elle dit : «C'est l'illusion de l'amour dont je me souviens/Je ne connais pas l'amour du tout.» Et le film creuse cette énigme à sa façon : quel lien secret unit Rui, Pedro et Odete? De quel genre de sentiment sont-ils les esclaves plus ou moins consentants?" Pois é, são estes pequenos apontamentos que me seduzem a mim.
"Des superbes plans du cimetière, où la caméra émerge des ornements floraux posés sur les tombes, à des mouvements de grue amples et appuyés, « Odete » fait preuve d’une générosité, dont la sincérité est, en ces temps de cynisme plutôt efficace au cinéma, la plus belle des audaces et des gageures."
in crítica no ARTE. (a ler!!!)
"Comme un bon nombre de films contemporains, Odete s'amuse à questionner la nature de l'identité sexuelle. Une notion qui est en effet régulièrement mise au coeur du récit pour en être, à chaque fois que cela est possible, évacuée."
in crítica no Le Monde.
"Voici un film porté par le désir, un désir sans chapelle ni doctrine, en constante redéfinition de lui-même, pervers et polymorphe."
in crítica no Les Inrockuptibles.
Ao que parece, a "exigente crítica" francesa está a gostar do "Odete".
Pode ler-se num texto-entrevista ao "esteta" no Libération".: "Odete résonne à un moment d'une reprise de la chanson Both Sides Now de Joni Mitchell où elle dit : «C'est l'illusion de l'amour dont je me souviens/Je ne connais pas l'amour du tout.» Et le film creuse cette énigme à sa façon : quel lien secret unit Rui, Pedro et Odete? De quel genre de sentiment sont-ils les esclaves plus ou moins consentants?" Pois é, são estes pequenos apontamentos que me seduzem a mim.
"Des superbes plans du cimetière, où la caméra émerge des ornements floraux posés sur les tombes, à des mouvements de grue amples et appuyés, « Odete » fait preuve d’une générosité, dont la sincérité est, en ces temps de cynisme plutôt efficace au cinéma, la plus belle des audaces et des gageures."
in crítica no ARTE. (a ler!!!)
"Comme un bon nombre de films contemporains, Odete s'amuse à questionner la nature de l'identité sexuelle. Une notion qui est en effet régulièrement mise au coeur du récit pour en être, à chaque fois que cela est possible, évacuée."
in crítica no Le Monde.
"Voici un film porté par le désir, un désir sans chapelle ni doctrine, en constante redéfinition de lui-même, pervers et polymorphe."
in crítica no Les Inrockuptibles.
11 janeiro 2006
10 janeiro 2006
odete na frança

(foto gentilmente enviada pelo realizador)
"O último filme do Realizador João Pedro Rodrigues e a mais recente produção da Rosa Filmes, ODETE, estreia em França esta 4ª -feira, dia 11 de Janeiro, em 18 salas de cinema com distribuição Pierre Grise. A ante-estreia terá lugar em Paris, 3ª-feira, dia 10, no cinema MK2 pelas 20h30 contando com a presença do Realizador e Produtora."
Merde!
Análise more all of me: aqui.
Spot "Odete" para ver aqui.

(foto gentilmente enviada pelo realizador)
"O último filme do Realizador João Pedro Rodrigues e a mais recente produção da Rosa Filmes, ODETE, estreia em França esta 4ª -feira, dia 11 de Janeiro, em 18 salas de cinema com distribuição Pierre Grise. A ante-estreia terá lugar em Paris, 3ª-feira, dia 10, no cinema MK2 pelas 20h30 contando com a presença do Realizador e Produtora."
Merde!
Análise more all of me: aqui.
Spot "Odete" para ver aqui.
09 janeiro 2006
home note 7

Companhia ideal para uma noite onde preciso de "fazer uma máquina" e "passar uma roupinha": o filme "Transamerica", com a dona de casa desesperada e nomeada para best actress, Felicity Huffman, no papel de um transsexual vagueando pela América.

Companhia ideal para uma noite onde preciso de "fazer uma máquina" e "passar uma roupinha": o filme "Transamerica", com a dona de casa desesperada e nomeada para best actress, Felicity Huffman, no papel de um transsexual vagueando pela América.
fake me
Ando a ouvir on a daily basis que o Seymour a fazer de Capote é a minha cara. Eu, que nem tenho aqueles óculos e deixei-me de risco ao lado desde o liceu...
Trailer do filme.
Ando a ouvir on a daily basis que o Seymour a fazer de Capote é a minha cara. Eu, que nem tenho aqueles óculos e deixei-me de risco ao lado desde o liceu...
Trailer do filme.
08 janeiro 2006
como se reage à actual política artística portuguesa?
Ainda meio atónito, deixo-vos a pensar nas recentes mudanças no Teatro D. Maria II.
As opiniões de:
Tiago Bartolomeu Costa
Miguel Pedro Quadrio.
Teatro Praga
João Gonçalves
João Paulo Sousa
Augusto M. Seabra
update: o que disse a ministra.
Ainda meio atónito, deixo-vos a pensar nas recentes mudanças no Teatro D. Maria II.
As opiniões de:
Tiago Bartolomeu Costa
Miguel Pedro Quadrio.
Teatro Praga
João Gonçalves
João Paulo Sousa
Augusto M. Seabra
update: o que disse a ministra.
como se reage a uma obra de arte?

São 24 telas onde Rubens pintou a vida atribulada de Maria de Medicis. Imaginem-se agora nessa sala do Louvre. Qual seria a vossa reacção?
Shahryar Nashat é um artista plástico e propõe uma resposta no seu vídeo "The Regulating Line", onde um rapaz de tronco nu e calças de fato de treino observa os corpos robustos pintados nas telas.


Parece haver apenas uma resposta possível.
Descubram este e outros trabalhos no site de Shahryar Nashat.

São 24 telas onde Rubens pintou a vida atribulada de Maria de Medicis. Imaginem-se agora nessa sala do Louvre. Qual seria a vossa reacção?
Shahryar Nashat é um artista plástico e propõe uma resposta no seu vídeo "The Regulating Line", onde um rapaz de tronco nu e calças de fato de treino observa os corpos robustos pintados nas telas.


Parece haver apenas uma resposta possível.
Descubram este e outros trabalhos no site de Shahryar Nashat.
05 janeiro 2006
prémio interpretação em rádio pirata



Via Flesh, que acha que o blog está a ficar uma seca, foi-me dado a conhecer esta pérola radiofónica porno do melhor. Atentem no discurso inicial das duas colegas de liceu, no erotismo da blusa, no porto servido, nos calores, nas coxas, na musiquinha de fundo, no sotaque do norte e no marido traído que se junta às duas e faz isto, manda aquilo e mete aquele outro. De ir às lágrimas. O copy deste texto receberá também o respectivo prémio.
Não, não estou a alucinar. É real, é bem engraçado e pode ser escutado aqui.
(Escusado será dizer que é para ouvir aos gritos, nos headphones ou no conforto do lar.)



Via Flesh, que acha que o blog está a ficar uma seca, foi-me dado a conhecer esta pérola radiofónica porno do melhor. Atentem no discurso inicial das duas colegas de liceu, no erotismo da blusa, no porto servido, nos calores, nas coxas, na musiquinha de fundo, no sotaque do norte e no marido traído que se junta às duas e faz isto, manda aquilo e mete aquele outro. De ir às lágrimas. O copy deste texto receberá também o respectivo prémio.
Não, não estou a alucinar. É real, é bem engraçado e pode ser escutado aqui.
(Escusado será dizer que é para ouvir aos gritos, nos headphones ou no conforto do lar.)
the silent embrace satisfying some shared and sexless hunger

Aproxima-se a estreia e aqui o more all of me reserva algumas surpresas para os fãs do "Brokeback Mountain".
Por enquanto, acho que deviam ver o já actualizadíssimo site do filme e aproveitarem os downloads, as fotos - os menus são bonitos (campos, a camisa de Jack...) e puxam à lacrimita pastoral ainda sem termos visto o filme. Recomendo vivamente que vejam o clip do filme - há lá vários - onde Jack e Ennis conversam. Jack fala numa ida conjunta para um curral longe dali, Ennis responde num tom assutadoramente calmo: Bottom line is... we're around each other an'... this thing, it grabs hold of us again... at the wrong place... at the wrong time... and we're dead.
Alguém dê a este rapaz um Oscar faz favor!!!!
Guia Towleroad.
Guia more all of me.

Aproxima-se a estreia e aqui o more all of me reserva algumas surpresas para os fãs do "Brokeback Mountain".
Por enquanto, acho que deviam ver o já actualizadíssimo site do filme e aproveitarem os downloads, as fotos - os menus são bonitos (campos, a camisa de Jack...) e puxam à lacrimita pastoral ainda sem termos visto o filme. Recomendo vivamente que vejam o clip do filme - há lá vários - onde Jack e Ennis conversam. Jack fala numa ida conjunta para um curral longe dali, Ennis responde num tom assutadoramente calmo: Bottom line is... we're around each other an'... this thing, it grabs hold of us again... at the wrong place... at the wrong time... and we're dead.
Alguém dê a este rapaz um Oscar faz favor!!!!
Guia Towleroad.
Guia more all of me.
"fausto morreu" - continua
Já em Dezembro vos recomendei.
Até dia 15 deste mês ainda podem ver este curioso espectáculo.
"Fausto Morreu", de Mark Ravenhill, um dos meus dramaturgos de eleição (autor de "Shopping and F***ing" ou "Some Explicit Polaroids", pela mão do jovem encenador Carlos Afonso Pereira.
Em exclusivo ::: trailer do espectáculo :::

Mais info
Já em Dezembro vos recomendei.
Até dia 15 deste mês ainda podem ver este curioso espectáculo.
"Fausto Morreu", de Mark Ravenhill, um dos meus dramaturgos de eleição (autor de "Shopping and F***ing" ou "Some Explicit Polaroids", pela mão do jovem encenador Carlos Afonso Pereira.
Em exclusivo ::: trailer do espectáculo :::

Mais info
02 janeiro 2006
duas ou três coisa sobre o início do ano
Lux. Festa de ano novo. Aqui ficam algumas coisas que me disseram durante noite:
- Tu não és o namorado do Cristiano Ronaldo? (Anónima, idade desconhecida)
- Quando é que deixas de ser giro? (Pedro, instrutor de mergulho, co-little-star in "Odete")
- Achas normal o cabrão ligar-me da cama com a outra ao lado? Tou mesmo fodi**? (colega de liceu, 28 anos)
- Há anos que não ouvia os The Smiths!!! (Ana, arquitecta)
- Eu sei que é música de paneleiro, mas esta música dá-me vontade de saltar! (Straight anónimo, aquando da passagem do "Hung Up" de nossa senhora, que levou todos à loucura.)
Lux. Festa de ano novo. Aqui ficam algumas coisas que me disseram durante noite:
- Tu não és o namorado do Cristiano Ronaldo? (Anónima, idade desconhecida)
- Quando é que deixas de ser giro? (Pedro, instrutor de mergulho, co-little-star in "Odete")
- Achas normal o cabrão ligar-me da cama com a outra ao lado? Tou mesmo fodi**? (colega de liceu, 28 anos)
- Há anos que não ouvia os The Smiths!!! (Ana, arquitecta)
- Eu sei que é música de paneleiro, mas esta música dá-me vontade de saltar! (Straight anónimo, aquando da passagem do "Hung Up" de nossa senhora, que levou todos à loucura.)
tilda goes genie
O ano começa bem. Dizem por aí que a Tilda Swinton vai fazer de David Bowie num filme sobre o próprio. Nâo podia ser a escolha mais acertada. É que ela parece-se mesmo com ele e ele parece-se mesmo com ela.
O ano começa bem. Dizem por aí que a Tilda Swinton vai fazer de David Bowie num filme sobre o próprio. Nâo podia ser a escolha mais acertada. É que ela parece-se mesmo com ele e ele parece-se mesmo com ela.
31 dezembro 2005
happy 2005

Que se dane o fantástico "Odete", o maravilhoso disco da Tori Amos, a nossa senhora em maillot, o Rufus no Coliseu, o Porto, o Antony, o brinquinhos podre em cueca, os caobóis e a belíssima canção "A Love That Will Never Grow Old", a viagem a Nápoles, o "Trio" do Tiago Guedes, a vinda da Pina Baush novamente a Lisboa, os projetinhos, o meu "Um Marido Ideal", o meu conto "Túlipas" na revista Base e as surpresas já preparadas para o início do ano.
Este ano foi MEU.
Emprego novo, vida nova, o segundo emprego novo ainda melhor, casa própria nova, a independência patriarcal.
Fui e sou um rapaz insuportavelmente feliz. Desejo que o próximo ano prolongue e dobre o bom que este ano me trouxe. A mim e a todos. (Que eu sou narcisista mas olho ao próximo.)
p.s - um beijinho especial à Sofia e ao Carlos. Eles sabem porquê.

Que se dane o fantástico "Odete", o maravilhoso disco da Tori Amos, a nossa senhora em maillot, o Rufus no Coliseu, o Porto, o Antony, o brinquinhos podre em cueca, os caobóis e a belíssima canção "A Love That Will Never Grow Old", a viagem a Nápoles, o "Trio" do Tiago Guedes, a vinda da Pina Baush novamente a Lisboa, os projetinhos, o meu "Um Marido Ideal", o meu conto "Túlipas" na revista Base e as surpresas já preparadas para o início do ano.
Este ano foi MEU.
Emprego novo, vida nova, o segundo emprego novo ainda melhor, casa própria nova, a independência patriarcal.
Fui e sou um rapaz insuportavelmente feliz. Desejo que o próximo ano prolongue e dobre o bom que este ano me trouxe. A mim e a todos. (Que eu sou narcisista mas olho ao próximo.)
p.s - um beijinho especial à Sofia e ao Carlos. Eles sabem porquê.
28 dezembro 2005
é hoje!
Amigos, estreia hoje a minha, a nossa e espero que de todos, "Odete", de João Pedro Rodrigues.
Em exclusivo para os leitores do moreallof me aqui fica um dos spots de 16´. (podem ver à vontade que não conta nada...)
Para ver aqui.
Para ler também a entrevista no com o realizador hoje no DN. (Foi capa e tudo!!!)
Amigos, estreia hoje a minha, a nossa e espero que de todos, "Odete", de João Pedro Rodrigues.
Em exclusivo para os leitores do moreallof me aqui fica um dos spots de 16´. (podem ver à vontade que não conta nada...)
Para ver aqui.
Para ler também a entrevista no com o realizador hoje no DN. (Foi capa e tudo!!!)
26 dezembro 2005
Algumas notas sobre "Odete", de João Pedro Rodrigues.
Caros leitores, cá está finalmente o post especial, dado ao apreço que tenho já demonstrado pelo filme. Agora justifico-o por escrito. Para não maçar quem não estiver interessado, o post está com um "continue a ler". Ou seja, é só clicar e o post continua. Também limpei o texto de links e arrumei-os para o final se estiverem interessados em ver mais.
Aguardo feed-back e espero que gostem. Estreia esta quinta, 29 de Dez.
"Odete" e o melodrama - André Murraças

Quando no filme “Breakfast at Tiffany's”, Paul Varjak diz a Audrey Hepburn: “I love you”. E ela lhe responde um seco “E então?”, logo retorquido por um segundo “E então?...” de Paul Varjak, desaparecem as dúvidas que tínhamos sobre estes dois desajustados que tentam um simples momento de ternura. Em “Odete”, o novo filme de João Pedro Rodrigues, o ser obrigado a ficar desajustado, leva à loucura e ao vazio emocional. E quando a morte e o desejo se misturam nos corpos, então aí entramos numa zona mais perigosa. Se quisermos, “Odete” começa, onde “Breakfast at Tiffany's” acabou.
Continuar a ler...
Corpo e espírito
Começa com um close-up de um beijo. Uma das faces tem a barba por fazer. A outra deixa ver umas hirtas mas curtas patilhas. O plano é longo. A câmara afasta-se e mostra dois rapazes, Rui e Pedro, despedindo-se na noite em comemoram o seu aniversário de namoro “até que a morte” os separe. Rui entra para a discoteca onde trabalha. Minutos depois liga a Pedro, que segue para casa ao volante. Pedro tem um acidente de carro no qual morre. Rui corre mas encontra Pedro morto. Chove.
Ainda no início do filme, há uma sequência onde vemos os corpos nus de Alberto, urinando, e de Odete, sua namorada, passeando-se e fumando. A nudez dos dois corpos é total e preenche uma apertada sub-cave. São carne entre lençóis com intenções diferentes. Odete quer entregar o seu corpo a uma futura gravidez. Alberto dispensa a criança mas não o corpo de Odete. A recusa constante de Alberto faz com Odete termine a relação.
Odete e Rui não se conhecem. Vão encontrar-se mais à frente no velório de Pedro, numa troca de olhares por cima do corpo do falecido, onde o realizador João Pedro Rodrigues inaugura, num duplo close-up dos olhos dos protagonistas, o caminho cruzado da entrega dos dois ao preenchimento das suas vidas, através da entrega à auto-destruição e degradação emocional (Rui) e da invenção de uma gravidez (Odete).
Mais distante da escatologia de “O Fantasma” (1999), mas nem por isso menos obstinado, “Odete” volta ser o desejo filmado dos corpos marginais que, independentemente da sua orientação sexual, são antes movidos por uma convicção tornada obsessão.

Diz o médico
Um psiquiatra meu conhecido disse-me que Odete deseja Rui porque ele tinha um namorado. Odete vê as eventuais relações sexuais dos rapazes possíveis na sua pessoa se ela incorporar o falecido.
Rui vê em Odete, o espírito do falecido namorado tornado real. Curiosamente, a sua cedência a Odete começa por ser hostil e só por fim carnal.
Se Odete preenche o seu corpo com o espírito de Pedro para ao longo do filme o vir a reencarnar lenta e totalmente, começando numa gravidez e acabando na personagem do falecido; Rui desmorona-se emocionalmente de diversas maneiras físicas, procurando escape em encontros sexuais anónimos.
Rui e Odete chegarão a unir-se através do espírito materializado de Pedro, num plano final que radicaliza por completo a personificação de Odete enquanto Pedro, e o desespero de Rui em vê-la como o ex-namorado.

A reinvenção do melodrama
Mas como falamos de cinema, a medicina terá de ser mais folgada e deixar espaço para as imagens e o texto respirarem. (Não será por acaso que no fim do filme, Alberto vai visitar a namorada ao hospital e lança um surpreso “Então ´tá maluca...”, como se realmente isso nunca tivesse sido considerado.) Porque há neste “Odete” uma poesia mórbida. Um desenvolvimento de personagens complexo e um argumento que dificilmente teria um diagnóstico médico.
Como no cinema de Douglas Sirk, as crenças e vontades das personagens criam os seus próprios fossos e becos.
Odete acredita que está grávida de Pedro, antes de começar o processo doentio de absorção da personalidade do rapaz. Contacta a sogra, fala com o morto na campa, deseja-o sobre a terra molhada do cemitério, acaricia a barriga, compra as roupas e gasta dinheiro em objectos para adormecer um inexistente bebé.
Já Rui seria mais um coração despedaçado se Odete não se cruzasse com ele e o confrontasse usando no dedo a aliança do ex-namorado. Rui beija-a inexplicavelmente como se beijasse Pedro. Rui vê em Odete traços psicológicos (já que os físicos só aparecerão no final) e a atracção macabra não será consumada da melhor maneira. Num complexo desenvolvimento de personagens, Rui e Odete são efectivamente os “2 drifters” / “2 à margem” alcunhas que o filme rouba assumidamente a um outro filme “Breakfast at Tiffany's”/”Boneca de Luxo” (1961), onde Audrey Hepburn brilhava. João Pedro Rodrigues reinventa o modelo de Sirk, sem o final feliz, pois as duas personagens terminam vitimizadas por si mesmas, de tão entregues que estão à sua crença. À maneira de Bresson, numa Lisboa de hoje, João Pedro Rodrigues passa por cenários versáteis excelentemente fotografados por Rui Poças que tanto define com nitidez os planos nocturnos como ressalta todas as cores das flores das campas fúnebres (ou os antúrios bem à Mapplethorpe), em planos cuidadosamente trabalhados (o engate entre os dois carros com a cara do actor apenas visível no retrovisor, a cena do velório ou a sequência de adoração do anel entrecortada com os patins no supermercado), demonstram igualmente um consistente trabalho de montagem de Paulo Rebelo. E o tom mórbido e pesado está ainda acentuado numa taciturna banda sonora (escolhida por Frank Beauvais) que vai de Lydia Lunch a um cover dos Scalla, um coro juvenil que interpreta por breves momentos o problemático Smells Like Teen Spirit de Nirvana, sem esquecer o tema de do filme “Breakfast at Tiffany's” – Moon River.

O cinema dentro do cinema
“Odete” tem marcas das horas que João Pedro Rodrigues trocou de aulas por filmes na Cinemateca. Não se tratando de um filme referencial, não deixa de ter aqui e ali, pontos em que o cineasta presta homenagem a antecessores seus. O quarto de Pedro (um alter-ego do realizador?) está cheio de cartazes de cinema, a marginalidade das personagens lembra Fassbinder e alguma da recente vaga francesa onde estão incluídos, por exemplo Christophe Honoré e, talvez, um Ozon mais anos 90. Mas “Odete” é muito própria e João Pedro Rodrigues está a conseguir marcar o seu estilo devagar. São já identificáveis sinais seus e até surge a auto-citação, na fuga de Odete no telhado do hospital que lembra a derradeira escapadela em “O Fantasma”.
Haveria ainda os mortos-vivos de Tourneur, o “Gata em Telhado de Zinco Quente”/” Cat on a Hot Tin Roof” ou o “Carrie” de Palma, ou os zooms que Rodrigues parece recuperar de Robert Altman para acentuar o anel dos amantes ou as flores que trazem o espírito de Pedro de volta, e porque não o vento passando e abrindo as janelas ou as folhas passando e a chuva caindo sobre os amantes separados, como nos filmes de Sirk, que terminavam igualmente com fades resolvendo as cenas.
Porque é efectivamente um filme que nos faz acreditar no poder do cinema como algo que conta histórias. O realizador segue as personagens em travellings lentos e longos como o vento ou fantasmas que deslizam, desta vez com um olhar menos voyeurista que no anterior trabalho, mostrando o que é preciso mostrar, deixando acontecer aquilo que teria que acontecer. A maneira de o fazer é que marca a diferença. João Pedro Rodrigues revela segurança no desenvolvimento de uma personagem que é difícil de acompanhar porque ao espectador é complicado lidar com a loucura dos outros. A câmara não cai nas manias das personagens, preferindo por vezes desviar-se do acontecimento e aproximar-se dos seus olhos ou dos objectos que rodeiam a situação.
Tratando o melodrama com um estilo muito próprio, o realizador pega em algumas referências, Douglas Sirk é crucial, mas não se apega a elas. Mais parece que as reinventa para abrir caminho para o seu cinema.
Ao contrário de Sirk, em “Odete”a história não tem final feliz. Rui é o corpo que se vai desgastando no deboche e na tristeza. Odete é o receptáculo de uma criança não existe e a absorção de Pedro no seu corpo é levada até uma materialização final, com Odete cortando o cabelo, vestindo-se como Pedro e sodomizando Rui. Odete despersonaliza-se por completo ao assumir-se como outra pessoa e torna-se vítima da sua própria vontade.
A dor não acaba quando o desejo acaba. Porque aquilo que se deseja está morto.
Resta ao espectador aceitar esta loucura e histerismo com a dupla reacção de quem não sabe se há-de rir, ou tentar estender a mão.
copyright André Murraças

Links relacionados:
Breakfast at Tiffany's
Robert Mapplethorpe/Flores
Rui Poças (director de fotografia do filme)
Site "O Fantasma" (inglês)
Melodrama
Histerismo
Gravidez Histérica
Douglas Sirk
"Moon River", letra da canção

Agradecimentos:
Dinis
Zé
Caros leitores, cá está finalmente o post especial, dado ao apreço que tenho já demonstrado pelo filme. Agora justifico-o por escrito. Para não maçar quem não estiver interessado, o post está com um "continue a ler". Ou seja, é só clicar e o post continua. Também limpei o texto de links e arrumei-os para o final se estiverem interessados em ver mais.
Aguardo feed-back e espero que gostem. Estreia esta quinta, 29 de Dez.
"Odete" e o melodrama - André Murraças

Quando no filme “Breakfast at Tiffany's”, Paul Varjak diz a Audrey Hepburn: “I love you”. E ela lhe responde um seco “E então?”, logo retorquido por um segundo “E então?...” de Paul Varjak, desaparecem as dúvidas que tínhamos sobre estes dois desajustados que tentam um simples momento de ternura. Em “Odete”, o novo filme de João Pedro Rodrigues, o ser obrigado a ficar desajustado, leva à loucura e ao vazio emocional. E quando a morte e o desejo se misturam nos corpos, então aí entramos numa zona mais perigosa. Se quisermos, “Odete” começa, onde “Breakfast at Tiffany's” acabou.
Continuar a ler...
Corpo e espírito
Começa com um close-up de um beijo. Uma das faces tem a barba por fazer. A outra deixa ver umas hirtas mas curtas patilhas. O plano é longo. A câmara afasta-se e mostra dois rapazes, Rui e Pedro, despedindo-se na noite em comemoram o seu aniversário de namoro “até que a morte” os separe. Rui entra para a discoteca onde trabalha. Minutos depois liga a Pedro, que segue para casa ao volante. Pedro tem um acidente de carro no qual morre. Rui corre mas encontra Pedro morto. Chove.
Ainda no início do filme, há uma sequência onde vemos os corpos nus de Alberto, urinando, e de Odete, sua namorada, passeando-se e fumando. A nudez dos dois corpos é total e preenche uma apertada sub-cave. São carne entre lençóis com intenções diferentes. Odete quer entregar o seu corpo a uma futura gravidez. Alberto dispensa a criança mas não o corpo de Odete. A recusa constante de Alberto faz com Odete termine a relação.
Odete e Rui não se conhecem. Vão encontrar-se mais à frente no velório de Pedro, numa troca de olhares por cima do corpo do falecido, onde o realizador João Pedro Rodrigues inaugura, num duplo close-up dos olhos dos protagonistas, o caminho cruzado da entrega dos dois ao preenchimento das suas vidas, através da entrega à auto-destruição e degradação emocional (Rui) e da invenção de uma gravidez (Odete).
Mais distante da escatologia de “O Fantasma” (1999), mas nem por isso menos obstinado, “Odete” volta ser o desejo filmado dos corpos marginais que, independentemente da sua orientação sexual, são antes movidos por uma convicção tornada obsessão.

Diz o médico
Um psiquiatra meu conhecido disse-me que Odete deseja Rui porque ele tinha um namorado. Odete vê as eventuais relações sexuais dos rapazes possíveis na sua pessoa se ela incorporar o falecido.
Rui vê em Odete, o espírito do falecido namorado tornado real. Curiosamente, a sua cedência a Odete começa por ser hostil e só por fim carnal.
Se Odete preenche o seu corpo com o espírito de Pedro para ao longo do filme o vir a reencarnar lenta e totalmente, começando numa gravidez e acabando na personagem do falecido; Rui desmorona-se emocionalmente de diversas maneiras físicas, procurando escape em encontros sexuais anónimos.
Rui e Odete chegarão a unir-se através do espírito materializado de Pedro, num plano final que radicaliza por completo a personificação de Odete enquanto Pedro, e o desespero de Rui em vê-la como o ex-namorado.

A reinvenção do melodrama
Mas como falamos de cinema, a medicina terá de ser mais folgada e deixar espaço para as imagens e o texto respirarem. (Não será por acaso que no fim do filme, Alberto vai visitar a namorada ao hospital e lança um surpreso “Então ´tá maluca...”, como se realmente isso nunca tivesse sido considerado.) Porque há neste “Odete” uma poesia mórbida. Um desenvolvimento de personagens complexo e um argumento que dificilmente teria um diagnóstico médico.
Como no cinema de Douglas Sirk, as crenças e vontades das personagens criam os seus próprios fossos e becos.
Odete acredita que está grávida de Pedro, antes de começar o processo doentio de absorção da personalidade do rapaz. Contacta a sogra, fala com o morto na campa, deseja-o sobre a terra molhada do cemitério, acaricia a barriga, compra as roupas e gasta dinheiro em objectos para adormecer um inexistente bebé.
Já Rui seria mais um coração despedaçado se Odete não se cruzasse com ele e o confrontasse usando no dedo a aliança do ex-namorado. Rui beija-a inexplicavelmente como se beijasse Pedro. Rui vê em Odete traços psicológicos (já que os físicos só aparecerão no final) e a atracção macabra não será consumada da melhor maneira. Num complexo desenvolvimento de personagens, Rui e Odete são efectivamente os “2 drifters” / “2 à margem” alcunhas que o filme rouba assumidamente a um outro filme “Breakfast at Tiffany's”/”Boneca de Luxo” (1961), onde Audrey Hepburn brilhava. João Pedro Rodrigues reinventa o modelo de Sirk, sem o final feliz, pois as duas personagens terminam vitimizadas por si mesmas, de tão entregues que estão à sua crença. À maneira de Bresson, numa Lisboa de hoje, João Pedro Rodrigues passa por cenários versáteis excelentemente fotografados por Rui Poças que tanto define com nitidez os planos nocturnos como ressalta todas as cores das flores das campas fúnebres (ou os antúrios bem à Mapplethorpe), em planos cuidadosamente trabalhados (o engate entre os dois carros com a cara do actor apenas visível no retrovisor, a cena do velório ou a sequência de adoração do anel entrecortada com os patins no supermercado), demonstram igualmente um consistente trabalho de montagem de Paulo Rebelo. E o tom mórbido e pesado está ainda acentuado numa taciturna banda sonora (escolhida por Frank Beauvais) que vai de Lydia Lunch a um cover dos Scalla, um coro juvenil que interpreta por breves momentos o problemático Smells Like Teen Spirit de Nirvana, sem esquecer o tema de do filme “Breakfast at Tiffany's” – Moon River.

O cinema dentro do cinema
“Odete” tem marcas das horas que João Pedro Rodrigues trocou de aulas por filmes na Cinemateca. Não se tratando de um filme referencial, não deixa de ter aqui e ali, pontos em que o cineasta presta homenagem a antecessores seus. O quarto de Pedro (um alter-ego do realizador?) está cheio de cartazes de cinema, a marginalidade das personagens lembra Fassbinder e alguma da recente vaga francesa onde estão incluídos, por exemplo Christophe Honoré e, talvez, um Ozon mais anos 90. Mas “Odete” é muito própria e João Pedro Rodrigues está a conseguir marcar o seu estilo devagar. São já identificáveis sinais seus e até surge a auto-citação, na fuga de Odete no telhado do hospital que lembra a derradeira escapadela em “O Fantasma”.
Haveria ainda os mortos-vivos de Tourneur, o “Gata em Telhado de Zinco Quente”/” Cat on a Hot Tin Roof” ou o “Carrie” de Palma, ou os zooms que Rodrigues parece recuperar de Robert Altman para acentuar o anel dos amantes ou as flores que trazem o espírito de Pedro de volta, e porque não o vento passando e abrindo as janelas ou as folhas passando e a chuva caindo sobre os amantes separados, como nos filmes de Sirk, que terminavam igualmente com fades resolvendo as cenas.
Porque é efectivamente um filme que nos faz acreditar no poder do cinema como algo que conta histórias. O realizador segue as personagens em travellings lentos e longos como o vento ou fantasmas que deslizam, desta vez com um olhar menos voyeurista que no anterior trabalho, mostrando o que é preciso mostrar, deixando acontecer aquilo que teria que acontecer. A maneira de o fazer é que marca a diferença. João Pedro Rodrigues revela segurança no desenvolvimento de uma personagem que é difícil de acompanhar porque ao espectador é complicado lidar com a loucura dos outros. A câmara não cai nas manias das personagens, preferindo por vezes desviar-se do acontecimento e aproximar-se dos seus olhos ou dos objectos que rodeiam a situação.
Tratando o melodrama com um estilo muito próprio, o realizador pega em algumas referências, Douglas Sirk é crucial, mas não se apega a elas. Mais parece que as reinventa para abrir caminho para o seu cinema.
Ao contrário de Sirk, em “Odete”a história não tem final feliz. Rui é o corpo que se vai desgastando no deboche e na tristeza. Odete é o receptáculo de uma criança não existe e a absorção de Pedro no seu corpo é levada até uma materialização final, com Odete cortando o cabelo, vestindo-se como Pedro e sodomizando Rui. Odete despersonaliza-se por completo ao assumir-se como outra pessoa e torna-se vítima da sua própria vontade.
A dor não acaba quando o desejo acaba. Porque aquilo que se deseja está morto.
Resta ao espectador aceitar esta loucura e histerismo com a dupla reacção de quem não sabe se há-de rir, ou tentar estender a mão.
copyright André Murraças

Links relacionados:
Breakfast at Tiffany's
Robert Mapplethorpe/Flores
Rui Poças (director de fotografia do filme)
Site "O Fantasma" (inglês)
Melodrama
Histerismo
Gravidez Histérica
Douglas Sirk
"Moon River", letra da canção

Agradecimentos:
Dinis
Zé
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